domingo, 26 de setembro de 2004


Antes


Depois

Os anos passam,
Inexoráveis
Ensombram os minutos,
Relativizam os dias,
Os anos matam

As rugas acumulam-se,
Sobrepõe-se, digladiam-se
Aleatoriamente
Deformam o rosto
Cicatrizam as feridas dos anos
As rugas acumulam-se e os anos matam

Os cabelos rareiam
Progressivamente
Exultam a decadência
Como troncos queimados
No que outrora fora uma densa floresta
Os cabelos rareiam, as rugas acumulam-se e os anos matam

E a demência
Ah triste demência,
Apodera-se da mente
Como as metástases dum cancro se apoderam do corpo
Vagarosa e penosamente
Inexorável
A demência alastra os cabelos rareiam, as rugas acumulam-se e os anos matam

3 comentários:

Anónimo disse...

ah finalmente escreveste alguma coisa! ta fixe... belladona

Rui disse...

Rectificação: basta percorrer o blog para ver que este não é o meu primeiro post...pelo menos em termos quantitativos

Anónimo disse...

Mestre Nick!