quarta-feira, 1 de setembro de 2004

From to Adolf to Arnold

Pois é, e pensávamos nós que o pior que o futuro mundial nos poderia reservar era a reeleição do nosso amigo Jorge W. Arbusto para mais 4 anos de Presidência. Mais 4 anos com o dobro das gaffes, das guerras, das legislações abusivas, de nedidas reaccionárias etc… Mas não, na verdade Bush não passa de um presidente a prazo, uma espécie de regente que faz a gestão corrente dos EUA enquanto o príncipe não atinge a maior idade e assume o destinos do Reino. Arnold Schwarzenegger é o homem que certamente se segue. Depois de ter salvo o mundo uma quantidade de vezes no cinema, Arnold prepara-se para assumir a Presidência dos Estados Unidos e salvar o mundo num argumento muito mais surpreendente que os dos seus últimos filmes. Arnold já criticou publicamente a constituição norte-americana por não permitir que americanos nascidos no estrangeiro cheguem a presidente. Depois das reacções de ontem na convenção, as cúpulas do Partido Republicano devem-se ter finalmente decidido a emendar a constituição…talvez mudar a designação de presidente para chanceler…ou mm…Führer? Bem acho que toda gente se lembra do lindo resultado que deu da ultima vez que um austríaco assumiu a chefia de governo dum país que não o seu…

Para quem o julga um liberal apesar de republicano…cá vão algumas pérolas do discurso de ontem:
“As a kid I saw the socialist country that Austria became after the Soviets left. I love Austria and I love the Austrian people - but I always knew America was the place for me.” Correcção: Arnold referia-se a social democracia...impostos sobre ricos, protecção social dos mais pobres etc...coisas do demo portanto.
“It was a common belief that Soviet soldiers could take a man out of his own car and ship him off to the Soviet Union as slave labour.” O equivalente ao mito português dos comunistas devoradores de criancinhas ao pequeno-almoço.
“I finally arrived here in 1968. I had empty pockets, but I was full of dreams. The presidential campaign was in full swing. I remember watching the Nixon and Humphrey presidential race on TV. A friend who spoke German and English, translated for me. I heard Humphrey saying things that sounded like socialism, which is what I had just left. But then I heard Nixon speak. He was talking about free enterprise, getting government off your back, lowering taxes and strengthening the military. Listening to Nixon speak sounded more like a breath of fresh air. “ Mais uma vez aversão alérgica mais que racional ao comunismo, o Primo Adolfo também não gostava nada deles…
“If you believe this country, not the United Nations, is the best hope of democracy in the world - then you are a Republican!” Schwarzenegger nega autoridade às nações unidas…nos anos 30 o primo Adolfo fez o mesmo em relação à sociedade das nações.

“You have faith in free enterprise, faith in the resourcefulness of the American people and faith in the US economy. To those critics who are so pessimistic about our economy, I say: Don't be economic girlie men!” Pois é...a duvida sobre a masculinidade dos pessimistas...lindo lindo...implacável.

“But, ladies and gentlemen, their hate is no match for America's decency.” O escândalo da Enron, a não retificaçao do protocolo de Quioto, a guerra no Iraque, as cadeias no Texas…and it goes on and on…

“We are still the lamp lighting the world, especially for those who struggle. No matter in what labour camp they slave, no matter in what injustice they're trapped - they hear our call, they see our light and they feel the pull of our freedom.” A raça ariana...a pureza germânica...o império de mil anos...enfim.